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Manifesto

Transformação digital do setor público é um reposicionamento estratégico de governo.

É sobre como governar numa sociedade que se tornou digital. Por isso envolve quem lidera a política pública tanto quanto quem lidera a tecnologia.

A premissa estruturante

A transformação digital só gera impacto sustentável quando orientada por uma visão estratégica clara e compartilhada.

Sem visão compartilhada, cada área otimiza o próprio pedaço com competência, e o conjunto avança pouco.

O objetivo

Melhorar a experiência de quem usa o serviço público, aumentar a consistência da entrega e ampliar o impacto institucional.

O cliente do nosso cliente é o cidadão. Toda decisão é avaliada pelo que muda na ponta.

O papel da tecnologia

O digital e a inteligência artificial são meios para materializar a visão, e não fins em si mesmos.

Quando o meio vira fim, o investimento cresce sem que o resultado para o cidadão apareça.

Seis teses

O que defendemos, e por quê

A tecnologia é indispensável, mas não carrega a transformação sozinha. Transformação digital é reposicionamento do negócio, e o negócio está também com quem formula a política e com quem presta o serviço. As duas lideranças precisam decidir juntas.

Precisa de destreza de decisão: saber declarar problema em termos de resultado, reconhecer quando é preciso experimentar antes de contratar e priorizar por valor público e risco. Nada disso é competência técnica. Tudo isso é ensinável.

A cultura digital se forma com incentivo, rito e exemplo visível. Dar voz a quem já começou, os primeiros adeptos, ajuda o restante da organização a aderir.

Métodos experimentais e soluções tratadas como processo de inovação reduzem o risco de escalar o que não gera valor. Quando o impacto está claro, a escala vem com mais segurança.

Política escrita, dado governado e responsável nomeado precedem a plataforma. Inverter a ordem aumenta o risco de comprar capacidade que a organização ainda não consegue usar.

Capacidade instalada é o resultado que melhor resiste à troca de governo, de dirigente e de fornecedor.

é a proporção de organizações que têm engajamento comprometido da média gestão, mesmo quando três em cada quatro executivos acreditam ter boa adesão da liderança.

A percepção do topo não é a realidade do meio. É no meio que a política pública vira serviço.

A consequência prática

Por isso o programa começa pela liderança, ao lado da tecnologia

Formamos primeiro o núcleo que orquestra a transformação, depois quem responde pela política pública, sempre em conjunto com a área de tecnologia, e então escalamos para a organização inteira. A ordem importa: ela aumenta a chance de a mudança se sustentar além dos primeiros meses.

COMO COSTUMA SERA conversa de hojeA transformação é pedida apenas àárea de TIA área finalística entra comocliente interno e pede sistemaAnos depois: mais sistemas e poucamudança na política públicaCOMO PODE SERA conversa que propomosQuem responde pela política públicadecide junto com a TIA demanda chega como problemadeclarado, não como especificaçãoA TI recebe hipótese de valor edevolve solução testadaNEXTO PROGRAMA APROXIMA A POLÍTICA PÚBLICA E A TECNOLOGIA
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